O Instituto Nacional do Semiárido (Insa/MCT) propõe a formação de uma Rede de Pesquisa sobre mudanças climáticas e seus efeitos na região Semiárida brasileira. A proposta será executada hoje (29), último dia do 2º Simpósio sobre Mudanças Climáticas e Desertificação, organizado pelo Insa, em parceria com a Embrapa Semiárido.
A Rede de Pesquisa terá como finalidade apoiar e subsidiar o estabelecimento de políticas de manejo das áreas degradáveis e será formada por várias instituições de ensino, pesquisa e extensão, além de organizações não-governamentais que trabalham a temática da desertificação. O objetivo é unir forças para combater a degradação ambiental e apoiar os projetos que já existem nos estados voltados para o enriquecimento do solo. "Vamos ter pontos focais institucionais, e a partir daí, estabeleceremos uma governança dessa rede", explica o diretor do Insa, Roberto Germano Costa.
A formação da Rede é a principal atividade do simpósio, que começou na terça-feira (26),
em Campina Grande (PB), onde especialistas apresentaram experiências desenvolvidas por pesquisadores em diversos estados do Brasil e que ajudaram a reduzir o processo de desertificação ocorrido com as mudanças climáticas.
Degradação
A desertificação é um processo lento e contínuo, ocorrido à medida que o homem retira a vegetação existente, muitas vezes para dar lugar a outras culturas de subsistência. Esse processo, associado às mudanças climáticas, afeta determinadas áreas, deixando-as suscetíveis a erosões. Vale lembrar que qualquer atividade desordenada ou espécie animal colocada em uma área que não tenha suporte forrageiro suficiente para sua alimentação provoca o processo de degradação ambiental. “É preciso uma ação de recuperação urgente, para que possamos mudar o quadro atual”, explica Germano Costa.