Divulgação/IDSM - Artesã que integra o grupo premiado.
O Grupo de Mulheres Artesãs do Setor Coraci, da Reserva de Desenvolvimento Amanã (RDSA), no Amazonas, é um dos vencedores do Prêmio Sebrae Top 100 de Artesanato. A premiação será hoje (13), no Rio de Janeiro.
Formado por 20 mulheres, o grupo se destaca pelo artesanato manejado de cestaria de fibras vegetais, usando, assim, os recursos de forma sustentável. Elas são assessoradas pelo Programa de Artesanato do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM/MCT) e, junto com a organização e com o Serviço Brasileiro de Apoio à micro e Pequena Empresa (Sebrae), do Amazonas, desenvolvem o projeto Central de Comercialização dos Produtos Artesanais, cujo objetivo é orientar para a melhoria do produto artesanal e gestão do processo produtivo.
Amanhã (14) e sexta-feira (15), as artesãs ainda participam de rodadas de negócios, que promovem o encontro entre compradores e fornecedores para estimular parcerias. Outra rodada será realizada em seis meses. Os premiados são autorizados a usar o selo do Prêmio Sebrae Top 100 de Artesanato e ganham certificado, além de terem seus produtos divulgados pelo Sebrae.
Essa edição do prêmio recebeu 1.025 inscrições, entre artesãos independentes ou ligados a associações, cooperativas e micro e pequenas empresas. Os premiados estão distribuídos em 24 estados e no Distrito Federal. Do Amazonas, foram escolhidos quatro. O objetivo da iniciativa é reconhecer e valorizar o trabalho realizado por artesãos do País, selecionando as 100 unidades produtivas mais competitivas.
Programa de Artesanato
É um dos que fazem parte dos cinco programas de manejo participativo do IDSM, ao lado dos direcionados para pesca, madeira, agricultura e ecoturismo. Foi implantado em 2004 e beneficia hoje 15 comunidades das reservas Mamirauá e Amanã.
É realizada, principalmente, assessoria para capacitação e também para áreas de pesquisa de sustentabilidade ambiental e monitoramento. Essas pesquisas contribuem com o levantamento de informações sobre o recurso natural, assegurando maior eficiência do seu uso por meio de boas práticas de manejo.
O artesanato das duas reservas abrange cestarias de cipó ambé (Philodendron sp.) e tala de cauaçu (Calathea lutea); entalhes em madeira molongó (Malouetia tamaquarina); sementes e barro. A atividade artesanal gera renda adicional ao orçamento doméstico dos artesãos.