Crédito - Ruiter Braga da Silva - Ascom/IDSM - Pescador retira pirarucua de área de manejo
De amanhã (5) até sábado (9) se realiza a terceira e última parte do curso Manejo Sustentável de Recursos Pesqueiros com Base Comunitária, promovido pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM/MCT) com o apoio do Wildlife Conservation Society (WCS) e da Fundação Gordon Moore (GBMF).
O principal objetivo da iniciativa é formar multiplicadores para o manejo participativo e sustentável da pesca no Brasil e em outros países. O curso ocorre na sede do Mamirauá, em Tefé (AM).
Os alunos são profissionais que trabalham na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Piagaçu-Purus (AM). Outros atuam pela WCS em duas unidades de conservação na Bolívia e na Venezuela. Eles também participaram dos primeiros módulos, realizados em março e em outubro de 2008, quando foram abordados conceitos teóricos e atividades práticas relacionados aos planos de manejo de pesca promovidos pelo Mamirauá.
A terceira parte do curso, a ser ministrado por pesquisadores do IDSM, se voltada às questões necessárias à construção de um plano de manejo. Serão abordadas, por exemplo, as técnicas de levantamento de dados biológicos e socio-econômicos e de envolvimento com cada um dos atores sociais que participam desse processo.
É a primeira vez que o IDSM promove um curso com este objetivo, incentivando a multiplicação das ações do manejo sustentável de pesca para outros lugares que desenvolvem o conceito de conservação da biodiversidade de modo participativo. A proposta parte da experiência da organização, que há 10 anos realiza o Programa de Manejo e Pesca, cujo objetivo é conservar os recursos pesqueiros na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá.
Essa unidade de conservação tem gestão compartilhada entre o IDSM e o governo do Amazonas. A conservação é possível graças à organização pesqueira local, garantindo a exploração sustentável dos recursos pesqueiros e promovendo a melhoria da qualidade de vida das comunidades ribeirinhas ligadas ao programa. Só em 2008, os pescadores que participam do manejo faturaram bruto R$ 1,3 milhão.
Outro exemplo é o Plano de Manejo construído para o Projeto de Manejo de Peixes Ornamentais do IDSM, que vem estudando, junto com os pescadores ornamentais, a viabilidade de comercialização de espécies dessa categoria na Reserva Amanã desde 2005.