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Instituto quer elevar estudo da imunologia para nível internacional
27/04/2009 - 07:41

Lançado no final de 2008 pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT), o Instituto de Investigação em Imunologia (iii), coordenado pelo médico Jorge Kalil, se propõe a elevar a Imunologia Médica brasileira a um patamar de excelência internacional. Com a participação de vários especialistas, suas ações se centram em produzir ciência de fronteira, propor diagnósticos e tratamentos para as doenças que serão estudadas, formar médicos-cientistas e pesquisadores com conhecimento das questões médicas e, assim, inovar na relação entre ciência-medicina-sociedade.

A instituição aborda seis temas: alergia, transplante, câncer, infecção, auto-imunidade e imunodeficiência. A escolha dos temas foi feita tanto pelo interesse médico, social e econômico para o País, como também por terem abordagens técnico-científicas complementares, por meio de estudos genômicos, fisiopatológicos e farmacológicos.

"Desenvolvemos um trabalho em rede para a produção do conhecimento científico, visando traduzir os conhecimentos gerados na pesquisa básica para a aplicação clínica, com tecnologia de ponta", explica o coordenador Kalil, professor de Imunologia Clínica e Alergia da Universidade de São Paulo (USP).

A importância dos trabalhos do Instituto para a sociedade reside em três pontos: a compreensão dos mecanismos imunológicos de defesa do organismo para que possam ser modulados, seja para aumentar, diminuir ou direcionar; a compreensão dos desvios da resposta imune, seja nas doenças autoimunes, alergias ou imunodeficiências, e a busca de suas correções; o desenvolvimento de tecnologia de produção de biotecnológicos para uso em humanos, área carente no País.

Para Kalil, hoje se percebe no Brasil uma melhora substancial no padrão e nível de financiamento à pesquisa científica, assim como importantes progressos nos marcos legais para estimular a cooperação entre a academia e as empresas. "Para melhor aproveitamento desse novo padrão de financiamento, devemos enfrentar alguns problemas que têm limitado o progresso da atividade científica no País. Um dos gargalos continua sendo a importação de reagentes que dependem de cadeia fria. Embora o Importa Fácil Ciência tenha facilitado a compra, ainda é necessário reduzir a burocracia", destaca o médico.

A criação de uma infraestrutura mais sólida para a pesquisa clínica é essencial, de acordo com Kalil. "A criação de repositórios de amostras, registros de ensaios, por exemplo, são medidas com um forte impacto para a nossa área", aponta ele.

Com informações da Ascom da Academia Brasileira de Ciências

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