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Museu lança a primeira biografia de Emílio Goeldi no Brasil
24/04/2009 - 08:05

O Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG/MCT), em Belém (PA), lança hoje (24) o livro Emílio Goeldi (1859-1917): a ventura de um naturalista entre a Europa e o Brasil pela EMC Edições, de autoria do historiador Nelson Sanjad. Trata-se da primeira biografia de um dos mais importantes cientistas do Brasil, pioneiro nos estudos da biodiversidade amazônica.

O livro é dividido em duas partes. Na primeira, Sanjad traça o roteiro de viagens de Emílio Goeldi, da Suíça, onde nasceu, ao Rio de janeiro, para onde se transferiu em 1884. Por seis anos, trabalhou na Seção Zoológica do Museu Nacional. Nessa instituição, Goeldi desenvolveu estudos no âmbito da zoologia agrícola, particularmente sobre uma praga que assolava os cafezais do vale do Paraíba do Sul. Após a Proclamação da República, Goeldi e outros cientistas estrangeiros foram obrigados a se demitir do Museu Nacional.

O zoólogo passou a trabalhar com o sogro na administração de uma colônia de imigrantes suíços em Teresópolis (RJ), mas não foi bem sucedido. Em 1892, a colônia já havia falido. Em 1894, Goeldi foi contratado pelo governador do Pará, Lauro Sodré, para reformar e dirigir o antigo Museu Paraense, fundado em 1866, mas pouco ativo. Goeldi dirigiu o Museu Paraense por 13 anos, transformando-o numa das mais produtivas instituições científicas de sua época. Sua administração destaca-se por ter introduzido a Amazônia no circuito científico internacional e pela ativa participação no Contestado Franco-Brasileiro (1897-1900), que garantiu ao Brasil a maior parte do estado do Amapá. Em 1907, Goeldi retornou à Suíça, vinculando-se à Universidade de Berna. Faleceu dez anos depois.

Na segunda parte o autor explora o campo intelectual onde Goeldi atuou, da pesquisa científica à divulgação científica. Sanjad demonstra que os estudos de Goeldi transitaram entre uma disciplina tradicional, a taxonomia, e as novas teorias da evolução que surgiam no final do século 19. Seus estudos também se voltaram para disciplinas científicas que surgiram no início do século 20, como a zoologia agrícola e a entomologia médica.

Nesse último aspecto, foi pioneiro na pesquisa sobre as espécies de mosquitos e de moscas associadas à transmissão de doenças na Amazônia. Goeldi também contribuiu nas áreas da arqueologia, etnologia e história, particularmente de populações indígenas amazônicas. A atuação do zoólogo como divulgador da ciência foi notável, com larga produção de textos, palestras e exposições.

 

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