Gestores de instituições públicas e privadas, lideranças comunitárias, empreendedores sociais e representantes de organizações de pesquisa de nove países (Angola, Argentina, Brasil, Canadá, Espanha, México, Peru, Uruguai e Venezuela) participam até hoje (17), em Brasília, da 2ª Conferência Internacional de Tecnologia Social.
Com o tema Caminhos para Sustentabilidade, o encontro tem na programação palestras e mesas-redondas, além de painéis nos quais serão apresentadas experiências nacionais e internacionais no campo das Tecnologias Sociais (TSs), tanto na área urbana como na rural.
A Conferência é organizada pela Rede de Tecnologias Sociais (RTS) em conjunto com a Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong). Tem patrocínio dos ministérios da Ciência e Tecnologia (MCT), do Desenvolvimento Agrário, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, da Integração Nacional e do Trabalho e Emprego, além do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Nordeste (BNB), Caixa Econômica Federal (CEF), Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT), Fundação Banco do Brasil, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural (Nead), Sebrae e Universidade Federal de São Carlos (Ufscar).
Entre os temas em debate na 2ª Conferência estão as relações entre ciência e democracia, as novas oportunidades abertas às Tecnologias Sociais diante da crise econômica mundial e a necessidade de aproximar o conhecimento científico dos saberes populares. Os idiomas oficiais do evento são o português, o inglês e o espanhol. A inscrição custa R$ 70.
Fundada em 2005, a RTS reúne, articula e integra um conjunto de 695 instituições com o propósito de contribuir para a promoção do desenvolvimento sustentável mediante a difusão e a reaplicação em escala de Tecnologias Sociais, que compreendem "produtos, técnicas ou metodologias reaplicáveis, desenvolvidas na interação com a comunidade e que representem efetivas soluções de transformação social". Integram a Rede Organizações Não Governamentais, centros de pesquisa, cooperativas, empresas, escolas de ensino médio, fundações e institutos, sindicatos, universidades e órgãos de governo nos níveis federal, estadual e municipal.
Apoiam o evento a Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA), o Fórum de Pró-reitores das Universidades Públicas Brasileiras (Forproex), o Grupo de Trabalho Amazônico (GTA), a Rede Cerrado e a Petrobras.
As instituições mantenedoras da RTS já investiram, desde a fundação da Rede, mais de R$ 220 milhões em TSs geradoras de trabalho e renda em áreas como agroecologia, reciclagem, bioenergia, incubação de empreendimentos solidários e captação de água de chuva para a produção de alimentos, entre outras. Os recursos foram aplicados na Amazônia Legal, no Semiárido e em periferias de grandes centros urbanos.
2º Fórum
De segunda (13) a quarta-feira (15) se realiza também em Brasília o 2º Fórum Nacional da RTS. Com caráter consultivo e propositivo, o encontro orientará o planejamento da Rede para 2009 e 2010.
Na terça-feira (14) ocorrem os encontros regionais. O objetivo é articular debates sobre o papel das Tecnologias Sociais para o desenvolvimento das cinco regiões do País, de acordo com suas respectivas peculiaridades e potencialidades. Também estão previstos momentos de troca de experiências, tendo em vista aumentar a interação entre as instituições associadas à RTS.
O dia 15 será destinado à discussão em eixos temáticos, incluindo a articulação de Tecnologias Sociais à geração de trabalho e renda nos temas: Segurança Alimentar e Agroecologia; Energias Renováveis; Cidades Sustentáveis; Água e Agroextrativismo.
Mais informações pelos sites https://conferencia.rts.org.br e https://forum.rts.org.br/.