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Peixes-bois criados em cativeiro retornam à natureza
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Foto – Eric Rebelo – Ascom/Inpa - Os dois peixes-bois foram reintroduzidos hoje na natureza
06/04/2009 - 18:21

Dois peixes-bois (Trichechus inunguis) criados no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCT) retornaram à natureza na manhã de hoje (6). Os mamíferos foram soltos na comunidade São Sebastião dos Cueiras, entre Manaus e o município de Novo Airão (AM). Uma equipe de técnicos e pesquisadores do Laboratório de Mamíferos Aquáticos (LMA), do Inpa, da Associação Amigos do Peixe-boi (Ampa) e do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ), participou da soltura.

A equipe saiu do Inpa no sábado (4). Os peixes-bois, "Xibó" e "Mapixari", como foram batizados pelos pesquisadores chegaram ao Inpa com idade estimada entre seis e oito meses e hoje têm nove e 10 anos.

O pesquisador Diogo Souza, explicou que os animais são jovens e estão bem de saúde. "Eles chegaram pequenos, foram criados nas piscinas. agora chegou o momento de devolvê-los ao ambiente natural que são os rios. Não faz sentido mantê-los cativos o resto da vida". Souza é um dos biólogos que acompanhará e monitorar os animais. Ele e outros pesquisadores ficarão na área onde os mamíferos serão soltos por mais um mês.

Reintrodução

O Programa de Reintrodução dos Peixes-bois da Amazônia Criados em Cativeiro começou em 2008, quando o Inpa devolveu à natureza dois exemplares de peixe-boi. Um deles não sobreviveu à reintrodução. "Quando passam muito tempo longe do habitat natural, esses animais perdem um pouco do instinto de migrar com as vazantes. Aqui nos secamos os tanques para a limpeza e eles ficam esperando alguém encher novamente, na natureza isso não acontece, acreditamos que foi isso que ocorreu com o Puru, o peixe-boi que morreu", explicou o biólogo.

O biólogo informou que os animais serão monitorados em tempo integral. Uma equipe permanecerá no local por um mês para acompanhar o processo de adaptação dos animais. A pesquisadora e chefe do LMA, Vera Silva, explicou que os peixes serão monitorados por um transmissor. "Eles serão monitorados via radiotelemetria. A técnica consiste na instalação de um rádio-colar com um transmissor no pendúculo caudal do animal, o qual enviará sinais de VHF para o receptor que está com os pesquisadores, possibilitando assim, a sua localização e acompanhamento".

Vera Silva explicou que a equipe também medirá a velocidade de deslocamento e a profundidade de mergulho dos animais. "Em colaboração com pesquisadores da Universidade de Tóquio (Japão), instalamos nos um aparelho (data logger) que mede a velocidade de deslocamento, profundidade de mergulho, ângulo do corpo no deslocamento e a trajetória dos animais. Esperamos que essas informações melhorem nosso conhecimento sobre esses fascinantes animais", ressaltou.

Segundo ela, o monitoramento em tempo integral por um longo período visa, entre outras coisas, minimizar riscos e registrar todas as informações de comportamento que irão basear futuras ações.

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