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Dados de desmatamento coletados pelo Degrad vão para a internet
18/03/2009 - 08:10

Sistema inovador criado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCT), de São José dos Campos (SP), para identificar áreas em processo de desmatamento na Amazônia, o Mapeamento da Degradação Florestal na Amazônia Brasileira (Degrad) ganhou página própria na internet.

Na homepage do Inpe, a partir do link Amazônia, o internauta pode acessar o Degrad, assim como os sistemas do Programa de Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes) e do Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter).

O levantamento preliminar do Degrad, cujos dados estão disponíveis na página, registrou 14.915 km² de áreas degradadas em 2007 e 24.932 km², em 2008. O novo sistema foi desenvolvido para mapear anualmente, e em detalhe, as áreas em processo de desmatamento e que não são computadas pelo Prodes, sistema que identifica apenas o "corte raso", ou seja, as áreas onde a cobertura florestal nativa foi totalmente retirada.

Por registrar as derrubadas parciais da floresta, causadas por queimadas ou extração seletiva de madeira, o Degrad pode dar importante subsídio aos órgãos de fiscalização e assim impedir o corte raso.

Os sistemas

Baseado em imagens de satélites, o monitoramento do desmatamento na Amazônia feito pelo Inpe é reconhecido internacionalmente por sua excelência e pioneirismo. Hoje, estão em operação três sistemas, que atuam de forma independente, porém complementares.

Com 20 anos de história, o Prodes é considerado o maior programa de acompanhamento de florestas do mundo, por cobrir 4 milhões de km² todos os anos. Seu resultado revela a taxa anual do desmatamento por corte raso na Amazônia brasileira e tem orientado a formulação de políticas públicas para a região.

Desde 2004, o Inpe também opera o sistema Deter. Menos detalhado do que o Prodes - por utilizar sensores que cobrem a Amazônia com maior freqüência, porém com imagens de menor resolução espacial - o Deter é mais abrangente e inclui tanto o corte raso quanto as ocorrências de degradação florestal. Em 2008, o aumento da degradação indicado pelo Deter motivou a criação do Degrad.

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