C A-    A+ A    A    A
   buscar    busca avançada Mapa do site Fale Conosco  
   

imagem
Seminário debate espécies ameaçadas e áreas de conservação no Pará
Clique para ver todas as fotos de Seminário debate espécies ameaçadas e áreas de conservação no Pará
A ararajuba é uma das espécies em extinção
11/02/2009 - 11:57

Após processo coordenado pelo Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG/MCT) em parceria com a organização não-governamental Conservação Internacional (CI) no âmbito do projeto Biota Pará, o governo do Pará, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, oficializou em fevereiro de 2008 a lista de espécies da fauna e flora ameaçadas do estado.

A primeira lista vermelha da região amazônica identificou um total de 181 espécies ameaçadas, incluídas nas categorias criticamente em perigo (13 espécies), em perigo (47) e vulneráveis (121). Na ocasião da apresentação da Lista, o governo lançou também o Programa Extinção Zero, apontado como uma inovação na gestão ambiental.

Objetivando subsidiar o Extinção Zero, o Museu Goeldi, em nova parceria com a CI, promove até hoje (11), no Campus de Pesquisa do Museu Goeldi, o seminário Espécies Ameaçadas e Áreas Críticas para a Biodiversidade no Estado do Pará. Será uma reunião de trabalho com o objetivo de analisar os dados reunidos e debater estratégias para a identificação de áreas críticas para a biodiversidade no estado.

Em 2008, pesquisadores do Goeldi fizeram um refinamento nas informações das espécies ameaçadas no Pará, geraram modelos de distribuição para as mais abundantes, procederam a uma análise de lacunas e, por fim, propuseram uma estratégia para definir áreas-chave para conservação da biodiversidade que deve ser discutida no encontro.

No evento, 35 especialistas de 18 instituições tentam avaliar as informações reunidas e responder questões específicas relativas aos grupos de Botânica, Invertebrados, Peixes, Répteis, Anfíbios, Aves, Mamíferos, e de Estratégias de Conservação.

No projeto de pesquisa Espécies Ameaçadas e Áreas Críticas para a Biodiversidade no Estado do Pará, coordenado por Teresa Cristina Avila-Pires, especialista em répteis do MPEG, foram gerados modelos de distribuição potencial para 32 espécies ameaçadas de extinção no Pará. Na modelagem, pontos de registros das espécies são relacionados a bases de dados ambientais e climáticos para gerar mapas que indicam sua probabilidade de ocorrência no ambiente estudado. Entre as espécies modeladas figuram plantas de alto valor econômico como o mogno (Swietenia macrophylla), e animais como a arara-azul (Anodorhynchus hyacinthinus) e o cuxiú-preto (Chiropotes satanas), ambos classificados como criticamente em perigo.

Ana Albernaz, ecóloga do Goeldi e vice-coordenadora do projeto, esclarece que uma das contribuições do seminário será na definição de possíveis áreas críticas para a biodiversidade, que poderá ser feita apenas a partir dos registros pontuais de ocorrência de cada espécie, ou utilizando os resultados de modelagem para as espécies mais abundantes

Com informações de Shamara Fragoso da Comunicação do PPBio

Esplanada dos Ministérios, Bloco E,
CEP: 70067-900, Brasília, DF Telefone: (61) 2033-7500
Copyright © 2012
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação