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Novo processo de produzir DME reduz poluição ambiental
30/01/2009 - 09:25

O Brasil já tem um processo capaz de viabilizar a obtenção do éter dimetílico (conhecido por DME, da sigla em inglês), um combustível alternativo capaz de substituir derivados do petróleo como o óleo diesel e o gás de cozinha (GLP).

O depósito de patente do processo foi publicado na terça-feira (27) na Revista de Propriedade Industrial, do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi). Solicitada e financiada pela Petrobras, com apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT), a pesquisa é coordenada pelo Instituto Nacional de Tecnologia (INT/MCT), envolvendo também o Instituto Militar de Engenharia (IME), a Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O DME é obtido a partir do gás de síntese, uma mistura de monóxido de carbono (CO²) e hidrogênio (H), proveniente do processo de reforma do gás natural ou da gaseificação do carvão e biomassa (bioDME). Nos processos tradicionais, a síntese para produção do combustível ocorre em duas etapas – primeiro a obtenção de metanol, a partír do gás de síntese e, em seguida, a desidratação desse álcool –, o que encarece o processo.

Com a rota direta, viabilizada pelo processo inventado pelos brasileiros, as duas reações ocorrem no mesmo reator, em uma única etapa. Com isso, reduz-se consideravelmente os custos dessa produção.

Além da alternativa aos derivados de petróleo, o DME traz diversas vantagens ambientais, pois não emite material particulado durante a queima, não afeta a camada de ozônio, não produz compostos de enxofre e despeja bem menos CO² no ar.

O pedido de patente, depositado com o nome de Sistema Catalítico e Processo de Síntese Direta do Éter Dimetílico a partir do Gás de Síntese, integrou o trabalho dos pesquisadores Lucia Gorenstin Appel, Andréa Maria Duarte de Farias, Angela Maria Lavogade Esteves, Marco André Fraga (INT), Flávia de Souza Ramos Barbosa, Luiz Eduardo Pizarro Borges (IME), Jhonny Oswaldo Huertas Flores, Maria Isabel Pais da Silva (PUC-Rio), Eduardo Falabella Sousa (UFRJ) e José Luiz Fontes Monteiro (Petrobras).

O trabalho no INT foi realizado por meio da divisão de catálise e processos químicos. A participação do Instituto no processo de patente foi administrada pelo Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT), que em 2008 viabilizou cinco pedidos de patente nacional e um internacional para o INT.

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