Quatro dos sete cientistas brasileiros que participam da expedição Deserto de Cristal, a primeira missão nacional ao interior da Antártica, se deslocam ontem (8) dos montes Patriot - a menos de 1.200 quilômetros do Pólo Sul Geográfico - para uma das regiões menos conhecidas da superfície da Terra, a parte ocidental do manto de gelo antártico.
A bordo de um avião bimotor turbohélice com esquis, eles partiram para a região do monte Johns (79º 37'S, 91º 14'W, veja a localização no Google Earth), onde farão perfurações no gelo para coletar amostras com as quais investigarão as variações do clima e mudanças na atmosfera ao longo dos últimos 500 anos.
Por 10 dias os pesquisadores estarão isolados e acampados a 2200 metros de altura, enfrentando temperaturas abaixo dos –30ºC (trinta graus Celsius negativos).
A Deserto de Cristal é parte das ações brasileiras no Ano Polar Internacional (https://www.mct.gov.br/index.php/content/view/49533.html) e é liderada pelo glaciólogo Jefferson Cardia Simões, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
A expedição é financiada pelo Programa Antártico Brasileiro (Proantar) por ações do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT) e da Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (Cirm), tendo ainda o apoio da Frente Parlamentar em Prol do Proantar, Ministério do Meio Ambiente (MMA), e Academia Brasileira de Ciências (ABC).