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Ministro coordena plenárias intergovernamentais na Conferência sobre Biocombustíveis
21/11/2008 - 08:00

O ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, coordenou ontem (20), em São Paulo (SP), os debates em duas sessões intergovernamentais, como parte da programação da 1ª Conferência Internacional sobre Biocombustíveis. Pela manhã, os participantes discutiram o tema "Biocombustíveis e Segurança Energética: transição da matriz energética; diversificação das fontes; universalização de acesso". Na seqüência, representantes de governos debateram o tema "Biocombustíveis e Mudança do Clima: Mitigação das emissões de gases de efeito estufa; mudança do uso da terra, análises comparativas de ciclo de vida".

À tarde, Rezende coordenou os trabalhos na 4ª Sessão Intergovernamental, que teve como tema “Biocombustíveis e Inovação: pesquisa e desenvolvimento; biocombustíveis de primeira e segunda geração; oportunidades para a ciência e tecnologia”.

Em entrevista, Sergio Rezende destacou a importância das discussões na plenária. De acordo com ele, os debates colocaram o tema das energias alternativas na agenda governamental. Rezende destacou o papel essencial do Brasil, que tem uma trajetória importante na área do etanol e poderá contribuir de forma significativa para o progresso neste setor. O ministro também ressaltou a disposição demonstrada por representantes de vários governos em cooperar. “Muitos países já se colocaram a disposição e estão abertos para estabelecer programas de cooperação nessas áreas. Temos um ambiente muito favorável a cooperação internacional”, disse em entrevista.

Na primeira sessão, o debate foi aberto pelo ministro das Relações Exteriores, embaixador Celso Amorim, que ressaltou a importância do evento, que reúne representantes de 30 organismos internacionais e de quase uma centena de países. "Estamos todos aqui dispostos a discutir a economia real, ou seja, o crescimento econômico, investimentos e geração de emprego. É tudo o que o Brasil vem fazendo, há mais de 30 anos, com a produção de etanol a partir da cana-de-açúcar, reduzindo a dependência do petróleo, a emissão de gases de efeito estufa e gerando emprego e renda no campo", disse.

Amorim também criticou os subsídios agrícolas milionários e a imposição de vários tipos de barreiras, que impedem a criação de um mercado internacional para os biocombustíveis. "Esses produtos fazem parte da solução para enfrentar três grandes desafios da atualidade: segurança energética, mudança do clima e combate à fome e à pobreza", destacou.

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, também participou das discussões e destacou que o Brasil está comprometido com o aumento de 11% ao ano do uso do etanol na matriz energética. Minc disse que, com esta medida, dentro de dez anos, o País deixará de jogar 508 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera. Ele enfatizou que o governo brasileiro está empenhado em parcerias que viabilizem a transferência de tecnologia dos biocombustíveis para nações pobres da América Latina, Caribe, África e Ásia. No plano doméstico, o uso de subprodutos, como a palha da cana - como fonte de energia renovável - e do vinhoto - na composição do biogás e dos biofertilizantes - estão contribuindo para reduzir os custos na cadeia produtiva.

O relator da Sessão, Paul Roberts, destaca que entre as alternativas para reduzir a dependência de petróleo, a plenária sugeriu a mistura, obrigatória, de 10% de etanol em toda gasolina consumida mundialmente, uma vez que as tecnologias disponíveis tornam a ação viável. Roberts ressaltou ainda a necessidade da adoção de políticas públicas relacionadas com a segurança energética, bem como o uso dos biocombustíveis como alternativa para o setor de transportes e a importância da cooperação internacional, a partir de experiências já existentes.

Dezesseis países participaram da sessão e a representante da União Européia anunciou que até 2010 a meta do uso de energia renovável deverá atingir 5,75% da matriz energética do continente e em 2020, chegar a 10%.

Com informações da Assessoria da 1ª Conferência Internacional sobre Biocombustíveis

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