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Conferência mostra informática aplicada aos estudos da biogeografia amazônica
20/11/2008 - 12:03

 

O Núcleo de Biogeoinformática (NBGI), do Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBio Amazônia Oriental), apresenta na Conferência Científica Internacional Amazônia em Perspectiva - Ciência Integrada para um Futuro Sustentável, nesta quinta-feira (20), último dias do evento, as mais recentes ferramentas que desenvolveu para o tratamento de dados provenientes de estudos sobre a diversidade biológica.

A apresentação será no stand do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG/MCT), equipado com vários notebooks que possibilitam a visualização do trabalho desenvolvido.

Em destaque, o NBGI apresenta os sites do Sistema de Inventários e da Rede Qualificação e Integração das Coleções Biológicas da Amazônia Oriental e do Nordeste Brasileiro (COBio). O primeiro disponibiliza os dados produzidos nos protocolos de pesquisa do PPBio e o segundo as informações reunidas nas coleções zoológicas e botânicas de instituições regionais.Sistema de Inventários

Hoje, a rede do PPBio Amazônia Oriental executa 19 protocolos de pesquisa – conjuntos de regras padronizadas para investigar diversos grupos taxonômicos - e que procuram obter também dados básicos sobre os ambientes onde estas espécies ocorrem. Na Conferência, serão mostrados dados dos inventários de moscas & abelhas, invertebrados de solo, insetos de palmeira, besouros & vespas, invertebrados aquáticos, gafanhotos & percevejos, peixes, aves e herpetofauna.Rede COBio

A Rede CObio é uma rede institucional, que integra os acervos das coleções botânicas e zoológicas de instituições do Norte e Nordeste e tem como objetivos principais a organização e preservação dos acervos de coleções biológicas, além de adequar a sua infra-estrutura.

A CObio é um projeto financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT), coordenado pelo zoólogo Alexandre Bonaldo, pesquisador do MPEG e responsável pelo componente Coleções do PPBio Amazônia Oriental. Além do Museu Goeldi, a COBio é integrada pelo Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa) e as Universidades Federais do Pará (UFPA), do Maranhão (UFMA), do Piauí (UFPI) e do Ceará (UFC).

A formação de recursos humanos em zoologia e botânica e a facilitação da permuta de exemplares de animais e plantas entre as coleções científicas e didáticas são outras metas importantes da COBio. O site da Rede disponibilizará dados das coleções de invertebrados (insetos, aranhas e crustáceos), ictiológica (peixes), herpetológica (répteis e anfíbios), ornitológica (aves), mastozoológica (mamíferos) e herbário (plantas).

Segundo Paulo Melo, coordenador do NBGI, os dois sites têm uma estrutura simplificada e não estão plenamente em funcionamento, por isso ainda não são oficialmente classificados como versão 1.0 ou primeira versão finalizada do projeto. A previsão é que, ainda no primeiro trimestre de 2009, os pesquisadores do MPEG e de outras instituições tenham suporte sistematizado para o cruzamento de dados e a interação de conhecimentos por meio de sistemas inter-operáveis.

"No futuro próximo, dentro da COBio, por exemplo, se um pesquisador tiver dois espécimes amostrados de aranhas em uma coleção poderá trocar uma delas com outro pesquisador, que tenha duplicatas de outros animais de interesse para seus estudos, assim ambas instituições saem com seus acervos enriquecidos", explica Melo, exemplificando como deve funcionar o site quando estiver dotado de todas ferramentas.

Para agregar seguridade a todos os usuários e formar um banco de contatos fundamentais para consolidação da troca de informações pela rede, os pesquisadores e instituições interessadas em ter acesso à Rede COBio e contribuir com dados devem, primeiramente, ser cadastrados. O site da Rede COBio já está ativo no endereço https://marte.museu-goeldi.br/cobio/. Biogeoinformática

A equipe do NBGI reúne especialistas em tecnologia de informação, banco de dados, redes de computadores e web voltados para o suporte aos estudos de diversidade biológica na Amazônia. Essa interdisciplinaridade mostra-se essencial para que haja o equilíbrio no momento de aliar os conhecimentos em informática e as reais necessidades dos usuários desses sistemas de informação.

Paulo Melo ressalta que um procedimento importante não pode ser esquecido no momento de decidir o que pode ou não ser publicado: os pesquisadores devem orientar os técnicos para os riscos da exposição de certos dados. "Há políticas determinadas pelo MCT e pelos Núcleos Regionais do PPBio do que pode ser divulgado. Um exemplo de informação sensível é a localização geográfica de algumas espécies ameaçadas. É muito arriscado tornar público o local de descoberta dessas espécies, indicando sua coordenada, pois essa informação poderia aumentar o grau de ameaça a essas espécies".

O Núcleo nasceu com o objetivo de estabelecer competências para utilização da informática na dinamização da troca de informações científicas. Entre suas contribuições anteriores, está a produção do Herbarium On-line (https://marte.museu-goeldi.br/herbario/), site que disponibiliza a consulta a dois catálogos da coleção botânica do Museu Paraense Emilio Goeldi. O próximo passo do NBGI será a organização do Catálogo On-line de Zoologia.

A Conferência ocorre hoje (20), em Manaus (AM), e reúne as contribuições de três grandes programas do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) - PPBio, LBA e Rede Geoma. Cerca de mil pessoas, entre cientistas e estudantes participam do evento.

Com informações de Shamara Fragoso da Comunicação PPBio Amazônia Oriental e Agência Museu Goeldi

 

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