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Rede preserva biodiversidade de bactérias e genes da agroindústria
10/11/2008 - 10:30
Um grupo de pesquisadores lançou uma rede de incentivo à preservação da biodiversidade brasileira. O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT) apoiou o projeto que deu origem à Rede Centro-Sul para a manutenção e caracterização da biodiversidade de coleções de culturas e genes de bactérias de importância para a agroindústria nacional.

A rede foi montada com o objetivo de fornecer auxílio emergencial para as coleções de culturas de bactérias diazotróficas, aquelas capazes de fixar nitrogênio e promotoras do crescimento de plantas que se encontravam em estado crítico nos laboratórios das instituições. Essas bactérias têm importante aplicação na agricultura, por exemplo, como alternativa para a redução do uso de fertilizantes nitrogenados nas plantações.

“Nosso levantamento dessas coleções, que se encontravam em estado emergencial, indicou que havia 15.426 estirpes, que são populações diferentes de bactérias, e cerca de 20 mil clones de bibliotecas genômicas com potencial biotecnológico”, disse a pesquisadora da Embrapa Solo, Mariangela Hungria, coordenadora do projeto. Segundo ela, as coleções representam um valioso acervo da biodiversidade, além de contarem também com estirpes da biodiversidade de outros países, e são fundamentais para a filogenia, que determina relações ancestrais entre espécies conhecidas e muitas vezes extintas, e a taxonomia, responsável pela classificação dos organismos.

“Em 2004, 24 milhões de doses de inoculantes foram comercializadas no Brasil, a maioria para a cultura da soja, e todas têm estirpes provenientes destas coleções, fornecidas também para a indústria. Elas são consideradas cada vez mais eficazes para leguminosas de importância econômica para o País”, disse a pesquisadora.

Com o projeto apoiado pelo CNPq, formou-se a Rede Centro-Sul e o grupo Brazilian Microbial Resource Center (BMRC), que uniram pesquisadores, com suas coleções e laboratórios, da Embrapa Soja, Embrapa Cerrados, Embrapa Agropecuária Oeste, Fundação Estadual de Pesquisas Agropecuárias do Rio Grande do Sul, Universidade Estadual de Santa Catarina (Uesc), Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) e da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT).

“Conseguimos todos os equipamentos necessários para preservar as bactérias por pelo menos mais de uma das maneiras recomendadas, em ultra-freezer a -80ºC ou por liofilização, além da expansão do banco de genes e a caracterização genética de estirpes recomendadas comercialmente”, disse a coordenadora Mariangela Hungria.

O projeto também teve o apoio do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC/MCT), responsável por criar um banco de dados, com as informações de catalogação das estirpes de cada instituição, informatizado e interligado com as informações das coleções de culturas, e a página eletrônica do grupo que será inaugurada em novembro.
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