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Curso discute controle de vetores de doenças tropicais
03/11/2008 - 10:55

Termina hoje (3), em Manaus (AM) o 8º Curso de Implementação das Estratégias de Controle de Vetores de Doenças Tropicais. A iniciativa reúne pesquisadores e gestores de várias partes do Brasil e do mundo para discutir temas relacionados a vetores, entomologia, doenças tropicais, controle biológico usando bioinseticida bacteriano, malária, doença de Chagas, dengue, febre amarela etc.

Organizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCT), em parceria com a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Fundação de Vigilância e Saúde (FVS), o curso promove, em cinco dias, seminários e treinamento sobre mosquitos transgênicos em laboratório e em campo, palestras e outras atividades.

Segundo um dos coordenadores do evento e chefe do Laboratório de Malária e Dengue do Inpa, Wanderli Tadei, o encontro funciona como um grande fórum científico sobre o tema. "A intenção é estimular os avanços de qualidade que estejam vinculados à preservação da saúde e da biodiversidade. Isso é possível por meio da utilização sustentável da bioprospecção, que envolve inseticidas biológicos como meio alternativo no controle de vetores e estudos das endemias tropicais", ressaltou.

O curso é direcionado a estudantes de graduação, pós-graduação, profissionais que desenvolvam ou tenham interesse em realizar trabalhos nas áreas de vetores, doenças tropicais, microbiologia e incremento de produtos biotecnológicos, a exemplo de inseticidas biológicos utilizados nas ações de controle vetorial, como medida alternativa de controle.

Segundo Thania Guaycurus, uma das coordenadoras do evento, mais de 500 pessoas se inscreveram para o curso. Contudo, apenas 150 serão selecionadas. Ela explica que serão priorizados profissionais que atuam nas secretarias de saúde, no controle de doenças tropicais, estudantes de graduação e pós-graduação que ainda não tenham participado do curso, além de profissionais da área de saúde.

Thania diz que o curso está dividido em duas partes: a teórica e a prática. A teórica terminou sábado (1). No domingo (2) e hoje (3), os profissionais realizarão atividade de campo. Na ocasião, eles farão uma expedição científica ao rio Negro, para Janaurilândia, onde são ministrados minisseminários sobre vetores de doenças tropicais, biodiversidade e microbiologia, além da aula prática.

"Esta interação entre os alunos, profissionais da área de saúde e os pesquisadores já possibilitou o surgimento de várias linhas de pesquisa em malária, biologia molecular de vetores, controle de vetores e interação parasita-vetor. A demanda surgiu a partir de alunos que tinham passado pelo curso e sentiram a necessidade de envolver novas áreas do conhecimento", destaca Thania, acrescentando que a intenção, para 2009, é promover um curso de pós-graduação lato senso interinstitucional.

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