No terceiro trimestre deste ano, a equipe do Centro de Atendimento a Incidentes de Segurança (Cais), grupo de segurança da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP/MCT), registrou 12.423 incidentes. O Cais é responsável por monitorar a rede acadêmica nacional e suas 400 instituições usuárias, atuando na detecção, resolução e prevenção de incidentes de segurança.
O envio de spam em grande escala representou 57% dos problemas; ataques a serviços comuns em servidores, como o serviço de SSH (acesso remoto) ou aplicações Web, 13%; e a presença de malware (worm, vírus, bot, etc) em sistemas, 9%. Também foram tratados 431 casos de troca de páginas, nos quais o atacante substitui o conteúdo original ou inclui conteúdo não autorizado na página atacada, além de 114 casos de phishing (ataques para obter dados confidenciais de usuários).
No período verificou-se um aumento considerável no número de incidentes que afetam diretamente os usuários finais da Rede Ipê (Rede RNP), bem como da Internet de forma geral. Em comparação com o segundo semestre do ano, registrou-se o aumento na propagação de ameaças direcionadas à usuários finais entre julho e setembro: os casos de phishing reportados pelo Cais passaram de 63 no segundo trimestre para 114 no terceiro trimestre; o número de trocas de páginas saltou de 153 para 431; e o número de incidentes envolvendo o envio de spams aumentou de 3.893 para 7.671.
Em consequência das eleições para cargos municipais neste mês de outubro, houve no terceiro trimestre incidentes envolvendo a troca de página de sites de candidatos e partidos políticos. Isso exemplifica a preocupação que usuários e administradores de sistemas devem ter em datas comemorativas ou importantes, como eleições, Natal e até mesmo o prazo para entrega de declarações de imposto de renda. Os atacantes tentam se aproveitar dos assuntos em voga para divulgar mensagens falsas com vírus ou atingir sites de Internet relacionados.
A rede Ipê é uma infra-estrutura de rede Internet voltada para a comunidade brasileira de ensino e pesquisa. Nela conectam-se as principais universidades e institutos de pesquisa do País, beneficiando-se de um canal de comunicação rápido e com suporte a serviços e aplicações avançadas. Baseada em tecnologia de transmissão óptica, a rede Ipê está entre as mais avançadas do mundo e tem conexão com redes acadêmicas estrangeiras, tais como Clara (América Latina), Internet2 (Estados Unidos) e Géant (Europa).