Os visitantes do Parque Municipal de Belo Horizonte encontram um cenário diferente entre os próximos dias 22 e 26. Trata-se do projeto Ciência no Parque. No local será montada uma estrutura com cerca de 3 mil metros quadrados, sob forma de túnel, onde o visitante entra e segue por vários ambientes, que retratam aspectos da evolução da Terra.
A mostra é promovida pelo governo de Minas, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes) e integra a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, instituída pelo governo federal em 2004.
Esse ano, o evento tem como tema Evolução e Diversidade, numa referência aos 150 anos da teoria da evolução pela seleção natural e aos trabalhos pioneiros de Charles Darwin e Alfred Wallace.
De acordo com a coordenadora do programa de popularização de Ciência e Tecnologia da Sectes, Graça Brant, o objetivo principal da Semana é aproximar a ciência da população, principalmente as crianças e os adolescentes. "O projeto Ciência no Parque é uma oportunidade para os estudantes conhecerem a ciência de forma lúdica, divertida. Elas aprendem brincando", diz a coordenadora.
Exposição
Sala Darwing – Instalada na entrada do pavilhão, nela os visitantes encontrarão Charles Darwin explicando questões relativas à evolução e o que será visto a partir daquele momento. O professor do departamento de Física da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Renato Las Casas, faz o personagem. Há um painel explicativo mostrando locais por onde Darwin passou em sua viagem ao Brasil. Ele ficou encantado com a diversidade na costa brasileira, estudou espécies de insetos e borboletas, que estão expostos em gavetas. Réplicas das tartarugas da Ilha de Galápagos, no Equador, que Darwin levou para a Inglaterra, também estão no acervo.
A sala seguinte é dedicada à astronomia, onde tudo começou. O Sol está exposto numa armação de metal e resina transparente com luz interna. No seu entorno, os planetas do nosso sistema. Os visitantes verão a localização da Terra e seu tamanho em relação aos outros planetas.
A partir daí, as pessoas fazem uma viagem no tempo, aprendendo como surgiu a Terra no espaço, sua localização e evolução, desde 4,6 milhões de anos atrás. São mostrados vários tipos de minerais, com explicação de sua importância na formação do planeta. As camadas que formam a Terra podem ser observadas mais facilmente no globo cortado ao meio.
As crianças e os adolescentes aprenderão sobre a importância da água para a vida e o surgimento dos primeiros seres vivos, com painéis explicativos.
Réplica em resina dos primeiros seres vivos, os estromatólitos, encontrados inicialmente na Austrália e África também integram a exposição. Os visitantes verão que boa parte do tempo após o surgimento da vida na Terra, o oxigênio estava presente em quantidades ínfimas na atmosfera.
Evolução do ar – Placas explicativas e diversos cataventos ilustram essa sessão. Com o acúmulo de oxigênio no ar, tornou-se possível a continuidade da vida e a mudança da composição atmosférica que conhecemos hoje.
Paleontologia – Nesta sala estão algumas réplicas de dinossauros brasileiros, encontrados em Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás.
No espaço A Terra Hoje haverá um globo inflável com cerca de três metros e uma área dedicada à cartografia, com a reprodução de 10 mapas históricos, incluindo os primitivos, gravados em pedras.
Biodiversidade – É um dos maiores espaços da exposição. Lá estão um mosaico com a diversidade de fauna e flora nacionais, som de pássaros que podem ser escolhidos por meio de um computador interativo, animais empalhados, plantas medicinais, animais em extinção, que podem ser vistos através de uma caixinha com lente e o jardim das abelhas.
Os visitantes irão se deparar com réplicas em três dimensões do homem primitivo. Verão fotos sobre etnias, área de saúde, mostrando o funcionamento do corpo humano e uma grande célula com as organelas soltas para os estudantes montarem. Um grande modelo do DNA também foi produzido, com mangueiras de plástico e luz interna.
Na área da tecnologia, será apresentada a maquete do cíclotron, um acelerador de partículas que utiliza substâncias radioativas para detectar alterações de metabolismo. É usado especialmente no tratamento do câncer e, também, com aplicações em cardiologia e neurologia
Também serão passadas informações sobre doenças tropicais como dengue, leishmaniose, xistose, entre outras atividades.
A Física está no último pavilhão. São quatro estações dedicadas à ciência, incluindo física, matemática e química. Na Estação Voando Alto, os visitantes verão o avião CEA 308, desenvolvido pelo Centro de Estudos Aeronáuticos e assistiram um vídeo com explicações sobre a construção do avião e equilíbrio do vôo. Os estudantes também participam de oficinas de dobraduras de aviões, para perceberem como é o funcionamento do corpo da aeronave, das asas e condições de equilíbrio durante o vôo.
Serviço:
Ciência no Parque
Data: 22 a 26 de outubro
Horário: 9 h às 18 h
Local: Parque Municipal Américo Reno Giannetti
Com informações da Ascom da Sectes