A nova versão do Programa Nacional de Atividades Espaciais (Pnae), definida no final de 2004, aponta para a redução significativa da dependência do Brasil na área de sensoriamento remoto, graças às missões e ações de Observação da Terra previstas no documento. A afirmação foi feita por Sérgio Gaudenzi, presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, durante a abertura do 12º Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto, realizada no domingo (17) à noite em Goiânia (GO), com a presença de 1,2 mil congressistas.
Para Gaudenzi, o direcionamento do Pnae demonstra a relevância do sensoriamento remoto nas aplicações espaciais. "Essa importância vem crescendo em ritmo acelerado, tendo o sensoriamento remoto se tornado imprescindível em muitas atividades do cotidiano", afirmou. Um dos fatores que contribuem para essa difusão é a possibilidade de acesso, pela Internet, a imagens de satélite.
O presidente da AEB afirmou ainda que cabe à Agência uma efetiva atuação na área de sensoriamento remoto, sendo a execução das missões e ações uma responsabilidade do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), do Ministério da Ciência e Tecnologia. "O Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto nos fornecerá subsídios fundamentais para essa atuação, distribuída em três frentes: construção de imagens, distribuição das imagens e ferramentas para o seu processamento", concluiu.
O Simpósio, que prossegue até quinta-feira (21), é uma realização do Inpe e da Sociedade de Especialistas Latino-americanos em Sensoriamento Remoto (Selper).