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Brasil caminha para distribuição de 100 mil imagens de satélite
15/04/2005 - 18:05

Um ano e meio após entrar em órbita, o Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS-2) prepara-se para atingir uma marca até então inimaginada pelos pesquisadores brasileiros mais otimistas do setor espacial: a de 100 mil imagens distribuídas gratuitamente.

A expectativa era de que em dezembro de 2004 o número chegasse a 15 mil imagens, mas, contrariando as previsões, alcançou-se 55 mil delas. Coincidentemente, o recorde poderá ocorrer esta semana, quando especialistas de todo o País, e vários do exterior, se reúnem em Goiânia (GO) de 16 a 21 de abril para o Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto.

Segundo o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Sérgio Gaudenzi, autarquia vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), além de permitir a melhoria da gestão pública, "oportunidades de negócios e de pesquisa têm sido possibilitadas pela Política de Distribuição de Imagens do CBERS". Gaudenzi irá representar o ministro da C&T na abertura oficial do encontro, que acontece neste domingo (17).

O número simboliza o êxito da política de acesso aos dados produzidos pelo CBERS, anunciada em junho do ano passado pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos, para aproximar a sociedade do programa espacial brasileiro. Para especialistas do setor, a iniciativa tem contribuído para a difusão de uma cultura de utilização de dados de satélite, de aplicação em setores como ambiental, agrícola e de mineração.

Estima-se que no universo de distribuição das quase 100 mil imagens existam 6 mil usuários, entre secretarias estaduais de fazenda, agricultura, prefeituras, universidades, órgãos federais como Ibama, Embrapa, Agência Nacional de Águas (ANA), Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e empresas de consultoria.

Ao mesmo tempo em que concorre para a estruturação de um setor forte de sensoriamento remoto no País, envolvendo o próprio governo, a academia, o setor privado e o terceiro setor, a distribuição de imagens do CBERS favorecerá também o campo da comercialização dos produtos gerados pelo satélite.

A ampliação do número de usuários é importante para a conquista do mercado, pois as imagens precisam ser conhecidas pela sua qualidade e confiabilidade para se instalarem como produto competitivo.

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