C A-    A+ A    A    A
   buscar    busca avançada Mapa do site Fale Conosco  
   

imagem
Expo-Interativa Ciência para Todos prossegue até domingo no Rio
15/04/2005 - 10:23

Em três dias de funcionamento, a Expo-Interativa Ciências para Todos, que acontece no Rio de Janeiro, em paralelo ao 4º. Congresso Mundial de Museus e Centros de Ciência, já recebeu mais de 35 mil visitantes, ultrapassando as expectativas da organização do evento, que é promovido pelos ministérios da Ciência e Tecnologia (MCT) e da Saúde (MS).

Esta é a maior feira de ciências já realizada no Rio de Janeiro e, não bastasse o cenário colorido, repleto de crianças e adolescentes, tem como tônica a interação. É a ciência se revelando pelas mãos dos visitantes, que manipulam instrumentos, jogam, cavam areia, constroem, experimentam e se divertem.

?Se você quer aprender coisas curiosas, a ciência pode ser muito mais gostosa. Embarque nessa. Aqui tem tudo que você procura, a ciência é diversão e nanoaventura?. O rap (estilo de música muito popular atualmente entre os jovens), que anima o espaço da Nanoaventura, traduz bem o que acontece em toda a exposição.

As sessões da Nanoaventura, projeto que conta com o apoio do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS/MCT), são das mais procuradas. Grupos de estudantes disputam, na maior animação, quem consegue ser mais rápido e eficiente no manuseio de botões e joysticks, na montagem de nanocircuitos eletrônicos e de limpeza de superfícies com átomos cheios de impurezas.

?Isso aqui é demais, queria ficar o tempo todo jogando, aprendendo. A gente aprende tudo mais rápido do que na escola?, disse Daniel Gomes, 12 anos, ao final da sua partida.

O Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast/MCT) está tendo que programar sessões extras para atender a fila formada pela garotada, que entra em grupos de 30 para observar os planetas.

O Tapiri Amazônico, uma construção de palha, armada no meio do pavilhão de exposições, é mais uma das atrações da feira. É possível conhecer a cultura e a ciência da Amazônia conversando-se com os índios, ou examinando-se objetos expostos pelo Museu Goeldi e pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), ambos vinculados ao MCT. O interesse é tal, que a idéia é fazer do Tapiri uma exposição itinerante.

Outro espaço importante da mostra é o Museu Itinerante da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Uma grande tenda abriga uma série de brinquedos, instrumentos e jogos científicos. Mais de 4 mil pessoas por dia têm participado das experiências das parabólicas acústicas, cadeiras giratórias, giroscópios e muito mais.

No espaço do Museu Nacional, a garotada procura réplicas de peças de dinossauros em grandes cubos cheios de areia. Quando encontram alguma, um professor identifica o achado, explicando ao pequeno paleontólogo do que se trata.

Além de fotos que contam a história da Revolta da Vacina, outra mostra apresenta imagens das fantasias das escolas de samba cantaram o tema da ciência no desfile do carnaval de 2004. Com o enredo "O sonho da criação e a criação do sonho: a arte da ciência no tempo do impossível", a Unidos da Tijuca obteve o segundo lugar do Grupo Especial do carnaval do ano passado.

No espaço do Anima Mundi, os visitantes são os astros de filmes de animação que são feitos na hora. Também há muitas oficinas, teatros, shows, conferências, programas de rádio e de televisão e lançamentos de livros.

A exposição ficará aberta até o próximo domingo (17), no Pavilhão 3 do Riocentro em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. A entrada é franca.

Esplanada dos Ministérios, Bloco E,
CEP: 70067-900, Brasília, DF Telefone: (61) 2033-7500
Copyright © 2012
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação