?Todo avanço científico traz riscos, mas somos a civilização mais consciente do seu poder, do conhecimento e, acima de tudo, da nossa ignorância?, afirmou o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Cylon Gonçalves. O secretário participou hoje (14) de uma audiência pública na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, na Câmara dos Deputados, sobre a nanotecnologia e seus efeitos para a saúde e o meio ambiente.
Cylon discorreu sobre os avanços da nanotecnologia e explicou que a existência do risco faz parte do processo da ciência, observando que, apesar disso, as pesquisas não devem ser abandonadas. Ele explicou que o impacto das pesquisas nessa área já é uma preocupação da Coordenação de Políticas e Programas de Nanotecnologia do MCT, e que essa questão é uma das condicionantes do novos editais de pesquisa para a nanotecnologia.
Esse foi o primeiro debate realizado na Câmara sobre o assunto, e apontou para a necessidade de uma regulamentação das pesquisas sobre o tema. Cylon afirmou que a discussão é muito oportuna, embora a regulamentação não garanta a total inexistência de riscos, e ressaltou que o Ministério está aberto à discussão.
Além do secretário do MCT, debate contou com a presença do diretor de Projetos Horizontais e Instrumentais do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), José Roberto Drugowich; do presidente da Sociedade Brasileira de Física, Adalberto Fazzio, do pesquisador do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT), Paulo Roberto Martins, e dos representantes do Ministério da Saúde e do Meio Ambiente, Wim Degrave e Maria Gricia Grossi, respectivamente.