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Museu Goeldi reabre a Rocinha nesta sexta-feira
11/03/2005 - 08:00
Principal monumento do Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e símbolo da instituição, o Pavilhão Domingos Soares Ferreira Penna, mais conhecido como Rocinha, será reaberto à visitação pública hoje (11), às 18h. Inteiramente restaurado, o prédio já desponta como um novo atrativo para os mais de 300 mil visitantes anuais do Museu, uma instituição científica vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

Exposições, oficinas educativas, eventos de caráter técnico-científico, e apresentações multimídias são as atividades principais a serem desenvolvidas no prédio, além de abrigar um centro de informações. Entre as 600 pessoas esperadas para a inauguração estarão presentes representantes dos ministérios da Ciência e Tecnologia e da Cultura, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco da Amazônia (Basa), Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN/MinC).

Um projeto ambicioso de resgate do patrimônio histórico. Assim pode ser considerado o processo de restauro do prédio da Rocinha, que custou cerca de R$ 1,3 milhão ao BNDES, Basa, CVRD, apoiados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN-PA), Ministério da Cultura e pela Sociedade Zeladora do Museu. O projeto de restauro foi planejado pela Secretaria de Cultura do Estado do Pará e executado pela empresa Link da Amazônia, responsável também pela restauração da Igreja de Santo Alexandre, o Chalé Tavares Costa (Icoaraci), o Espaço São José Liberto e, ainda, o Palacete Bolonha.

Restauro
Erguido nos anos de 1870, esta é a quarta intervenção realizada no prédio, que passou por reformas nos anos de 1906, 1960 e 1985, mas nenhuma havia restaurado a configuração original da construção. O Pavilhão é um ícone da cidade de Belém, sendo o único remanescente, inteiramente de uso público, de um tipo de construção que já foi dominante na capital paraense ? as rocinhas.

A obra durou um ano ? de dezembro de 2003 a dezembro de 2004. Nesse período, 40 trabalhadores recuperaram escaiolas (revestimento que imita o mármore aplicado em paredes, estátuas e colunas) e ornatos existentes nas paredes internas do prédio ? 70% foram restaurados e 30%, reproduzidos. Hoje, o Pavilhão conta com circuito interno de TV, nova fiação elétrica e sistema de ar-condicionado, além de receber um novo reboco de argamassa (mistura de cal, areia e barro).

Durante o processo de restauro também foram realizadas escavações arqueológicas ao lado da Rocinha, na área onde existia um anexo, mantido até a década de 1970, quando foi demolido. No local foram encontrados pedaços de louças, de garrafas e ainda as fundações de pedra do anexo.

Rocinha
Em estilo neoclássico francês, o Pavilhão do Museu é uma das últimas rocinhas existentes em Belém. A construção era comum no século 19 e servia de casa de veraneio para as famílias mais abastadas da cidade. Ela guarda como principais características a forma retangular, frontão triangular, telhado dividido em duas partes, chamado na arquitetura de duas águas, ornamentos em forma de folhas e flores, entre outros motivos, e ainda a utilização de estátuas e vasos como adornos ao telhado e escadarias.

Desativado desde 1996, devido a um incêndio que danificou o térreo e parte do piso, o prédio, além de ter abrigado grandes exposições sobre a natureza e o homem amazônicos, marca o período de consolidação do Museu Goeldi dentro da estrutura organizacional proposta pelo naturalista suíço Emílio Goeldi, pois, neste espaço, foram desenvolvidas as primeiras experiências da Instituição, que ficou conhecida mundialmente como um museu que pesquisa, documenta, conserva e transmite conhecimentos sobre a Amazônia.
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