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17/02/2005 - 08:34
A entrada em vigor do Protocolo de Quioto foi marcada, no Palácio do Planalto, com uma reunião do Fórum de Mudanças Globais do Clima, coordenada pelo ministro da Casa Civil, José Dirceu, na tarde desta quarta-feira (16). Ao abrir o evento, o ministro afirmou que a data significa a garantia de desenvolvimento às gerações futuras de habitar o planeta de forma justa e solidária, e com qualidade de vida. ?O Protocolo marca a conclusão de uma etapa inicial do combate ao aquecimento do planeta, fruto das atividades humanas".
O ministro da Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos, destacou a participação ativa do Brasil durante a condução do processo de instalação do Protocolo, e a postura pioneira do País em adotar medidas para contribuir com a redução de emissões de gases que causam o efeito estufa, mesmo o País não tendo compromisso de redução.
Eduardo lembrou também a luta da sociedade em geral e o esforço de muitos para a confirmação da entrada em vigor do Protocolo. ?A mudança do clima é um dos maiores desafios da humanidade nesse século, muito mais presente hoje na agenda do dia do que na Eco 92, realizada no Rio de Janeiro, quando as discussões se iniciaram. Celebrar esta data é ver o esforço de uma grande militância se concretizar?, declarou.
A reunião do Fórum contou ainda com a participação dos ministros do Meio ambiente, Marina Silva; da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues, e do Transportes, Alfredo Nascimento, e foi conduzida pelo secretário-executivo do Fórum, Luiz Pinguelli Rosa.
Amazônia Os últimos acontecimentos no Pará e o assassinato de duas pessoas, por questões ligadas à terra, foram lembrados no evento. O ministro José Dirceu ressaltou que a determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é a de uma postura firme de repressão ao crime e à ilegalidade, e de não recuar na política de legalização fundiária. ?O governo tomará todas as medidas necessárias, não haverá impunidade e nem prevalência da ilegalidade na Amazônia. Acabou-se o tempo da grilagem, do desmatamento e das queimadas ilegais, e da ocupação de terra pela força. A lei e a ordem vão imperar na Amazônia brasileira?, afirmou.
Eduardo Campos discorreu sobre os trabalhos desenvolvidos pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) no tocante ao desmatamento. E informou sobre as ações realizadas, de forma articulada, pelos institutos de pesquisa ligados ao Ministério presentes na Amazônia, em conjunto com o Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCT) e o Ministério do Meio Ambiente (MMA), e sobre os sistemas de aperfeiçoamento para acompanhar o processo de desmatamento.
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