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Brasil venderá imagens de satélite a partir deste ano
24/01/2005 - 10:41

O Brasil atingiu em 2004 um recorde na área espacial: tornou-se o país a distribuir o maior número de imagens de satélite de sensoriamento remoto, após adotar a gratuidade de acesso ao catálogo do Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terretres (CBERS-2). De qualquer ponto do país é possível fazer o download das imagens pela internet. www.obt.inpe.br

"No ano passado, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCT) distribuiu cerca de 55 mil imagens do satélite", informou Sérgio Gaudenzi, presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), autarquia vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). Segundo ele, em 2005 uma das prioridades é a política de comercialização das imagens do CBERS no mercado internacional.

Até o momento, diversos países manifestaram interesse em comprar as imagens. Entendimentos com a China apontam que o país interessado terá acesso ao CBERS mediante o pagamento de uma taxa anual, o que permitirá aos seus usuários obterem imagens contidas no raio de cobertura da antena de recepção instalada em seu território, a exemplo do que ocorre com o satélite norte-americano Landsat.

O CBERS-2 gera imagens com resolução a partir de 20 metros, utilizadas para cartografia, monitoramento ambiental de grandes áreas, vigilância, defesa, avaliações agrícolas, uso dos solos e desastres naturais, entre outros. Os resultados positivos alcançados pelo satélite deverão ser mantidos com o lançamento de um outro CBERS (2B) em 2006/2007, uma vez que cada satélite tem expectativa de vida útil de cerca de dois anos. Após o CBERS-2B, Brasil e China trabalharão em mais dois CBERS com câmeras de maior avanço tecnológico.

Agricultura e meio ambiente são maiores usuários das imagens
A aplicação das imagens do CBERS-2 se dá em atividades majoritariamente ligadas à agricultura e às riquezas naturais, características fortes do Brasil. Segundo dados do Inpe, as cenas são utilizadas na avaliação de biomas, impacto ambiental e licenciamento ambiental, monitoramento de fronteiras agrícolas e acompanhamento da evolução das plantações, entre outras inúmeras aplicações.

A diversidade de usuários ilustra o impacto dos recursos espaciais nas atividades socioeconômicas: são órgãos governamentais (secretarias, institutos, ministérios, prefeituras), organizações não-governamentais, empresas, universidades, bancos e centros de educação tecnológica, para citar alguns.

No ranking de pedidos de imagens, lidera o Estado de São Paulo, seguido do Mato Grosso, Distrito Federal e Goiás. A demanda paulista se justifica pelo fato de concentrar a produção de ciência e tecnologia no País. O estado do Mato Grosso, pela vocação agropecuária e as ações do governo local em conhecer a evolução das áreas de plantio e de proteção ambiental no Estado.

Fiscalização
Em Goiás, a adoção de um sistema de fiscalização agrícola baseado em imagens do CBERS reduziu custos e aumentou a receita da Secretaria de Fazenda (Sefaz). Técnicos comparam o tamanho da área plantada com a arrecadação dos impostos sobre a produção.

Se nota diferença entre os valores, a Secretaria procura os fazendeiros (com um mapa da propriedade gerado pelo satélite CBERS), que podem ser multados. Segundo André Monteiro, técnico da Sefaz, "no primeiro ano de implantação do sistema a arrecadação subiu 150% nas regiões de Goiás que se encontram nos arredores do DF". A região é produtora de feijão.

Além de a evasão fiscal ter diminuído nos municípios onde se aplica a metodologia, a Sefaz tem economizado cerca de R$ 60 mil por ano, antes utilizados na compra de imagens de satélites estrangeiros. Bahia, Mato Grosso e Minas Gerais já procuram a Secretaria, interessados em conhecer melhor a sistemática.

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