|
17/01/2005 - 17:09
?São excelentes os resultados alcançados até aqui pelo serviço Importa Fácil Ciência, criado por medida provisória pelo presidente Lula em outubro passado, e que tem como finalidade conceder isenção de impostos federais para cientistas e pesquisadores brasileiros, na importação de produtos voltados para a ciência e tecnologia. Agora, junto com os Correios, vamos procurar aperfeiçoar o serviço, a fim de contribuir para o incremento da nossa produção científica.?
A avaliação é do presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT), Erney Plessmann de Camargo, com base em relatório de pesquisa realizada pelos Correios junto às entidades e pesquisadores cadastrados pela própria agência, com o objetivo de conhecer as preferências dos cientistas quanto à importação de artigos úteis às suas atividades científicas e, assim, adequar o Importa Fácil Ciência às necessidades reais de seu público-alvo.
De acordo com relatório do chefe do Departamento de Operações e Negócios Internacionais dos Correios, Alberto de Mello Mattos, o serviço já foi utilizado por 50 instituições de 32 diferentes cidades do País, por meio de 140 solicitações. O Importa Fácil, segundo ele, tornou-se um ?instrumento de desburocratização e de comodidade que, em breve, estará também disponível para outros segmentos produtivos da sociedade brasileira?.
Resultados A pesquisa dos Correios foi realizada por meio de questionário enviado a um total de 8.500 cientistas e 350 entidades, com respostas contidas em 637 relatórios. Dos que responderam o questionário, 43,2% são de São Paulo, 15,1% do Rio de Janeiro, 10,3% de Minas Gerais, 7,9% do Rio Grande do Sul e 4,9% do Paraná.
Muitas sugestões, críticas e cumprimentos foram apresentados. De acordo com a maioria dos pesquisadores entrevistados, o Importa Fácil deve se apresentar como um serviço que disponibilize tratamento específico para a importação de equipamentos, em geral com peso de até 30kg, e ter uma locação maior de recursos para mercadorias oriundas dos Estados Unidos, país que concentra a maior parte das importações brasileiras de produtos de pesquisas.
A conclusão da pesquisa indica, ainda, que o valor médio da maioria das importações é de US$ 5 mil; que os pesquisadores realizam até duas importações/ano e que, apesar de muitas críticas, ainda se utilizam de serviços de despachantes para o desembaraço dos processos, que consideram ?excessivamente complicados?. Muitos também fizeram questão de deixar registrados elogios à iniciativa do governo federal.
Laurenice Noleto Alves
|