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06/12/2004 - 19:32
A produção da milésima tonelada de concentrado de urânio foi comemorada hoje (6) em Caetité, sudoeste da Bahia, onde o mineral é extraído das rochas e processado pelas Indústrias Nucleares do Brasil (INB), estatal ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia. Participaram da cerimônia, o presidente da INB, Luís Carlos Vieira, acompanhado de toda a diretoria, o presidente em exercício da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), Alfredo Tranjan, o secretário de Combate à Pobreza do Estado da Bahia, padre Piazza, além de empresários e prefeitos de municípios da região.
As reservas de urânio em Caetité, começaram a ser exploradas em 1975; em 2000 teve início a operação de beneficiamento do minério. Essa unidade produz mensalmente uma média de 30 toneladas de concentrado de urânio, extraído das rochas de uma das 34 áreas onde há presença de urânio e que constituem a Província Uranífera de Lagoa Real.
Doze dessas áreas já foram pesquisadas: são jazidas importantes, com reservas geológicas da ordem de 95 mil toneladas de urânio. Para produzir um quilo de yellow cake (concentrado de urânio) são processadas 6 toneladas de minério. As reservas de urânio brasileira têm capacidade para alimentar 35 usinas de mil megawats durante 40 anos. Atualmente, apenas 30% do território nacional foi prospectado
O presidente interino da CNEN, Alfredo Tranjan, transmitiu a mensagem do ministro da Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos, reafirmando a importância do trabalho desenvolvido em Caetité: ?Essa unidade conta com 380 brasileiros cujo resultado do esforço se traduz em benefícios para o País, por meio da geração de energia elétrica a partir do combustível nuclear produzido com o urânio extraído e beneficiado aqui. É importante que toda a sociedade tenha consciência disso. A consciência de que ter um programa nuclear é ter a possibilidade de disputar pontos e posições estratégicas em um mundo em transformação?, declarou.
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