Está em Brasília uma estação móvel para divulgar algumas das principais descobertas arqueológicas feitas no Brasil. O Arqueobus, desenvolvido pelo arqueólogo Paulo Zanetinni, percorreu mais de 15 mil quilômetros desde julho, quando começou sua jornada. No período, o veículo passou por São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal, alcançando um público estimado de 75 mil pessoas.
A idéia do projeto é fomentar diversas atividades educativas para populações de baixa renda. O ônibus pode servir como sala de aula, museu, biblioteca e auditório. "O Arqueobus foi criado não apenas para dar apoio à pesquisa, mas também para se transformar em um instrumento multimeio que possa divulgar os principais trabalhos realizados por arqueólogos brasileiros", disse o idealizador do projeto, doutorando pelo Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (USP).
O veículo conta com oito computadores conectados em rede, disponíveis para a realização de cursos gratuitos de capacitação e de formação profissional sobre temas relacionados à arqueologia, além de contar com uma ilha de edição para a criação de vídeos. Equipado com reservatórios de água e gerador de energia elétrica, o veículo abriga até 11 pessoas e pode oferecer suporte para escavações em locais remotos.
O ônibus traz ainda um jogo de realidade virtual que trata do patrimônio histórico mato-grossense. "É uma excelente ferramenta pedagógica, que faz uma reconstituição eletrônica da primeira capital de Mato Grosso, a cidade de Vila Bela da Santíssima Trindade", explica Zanetinni. "O jogo contextualiza a formação da cidade com linguagem interativa, mostrando aspectos relevantes da geologia, arqueologia e ecologia da região."
A filosofia disseminada pelo Arqueobus é sustentada na abordagem das características históricas de cada região visitada pelo projeto. As peças do museu, por exemplo, modificam-se de acordo com fatores como a estrutura arquitetônica das cidades, monumentos históricos e arqueológicos, além das escavações e de vestígios do passado.
Depois da capital federal, o ônibus segue para o Mato Grosso no início de 2005. No segundo semestre será a vez da Bahia. O projeto, da Zanettini Arqueologia, conta com apoio da Zafron Veículos Especiais, do Itaú Cultural, do Ministério da Cultura, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e de diversas outras instituições.
Mais informações: (11) 3849-0394/2557