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Conferência discute participação das mulheres latino-americanas em pesquisas científicas
17/11/2004 - 17:50
Na abertura, hoje (17), da conferência Mulheres Latino-Americanas nas Ciências Exatas e da Vida, cientistas do Brasil, México, Cuba e Uruguai debateram as razões e as conseqüências da reduzida presença feminina em pesquisas científicas desenvolvidas no continente. O encontro, chamado Ciência Mulher 2004, é coordenado pelo Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), unidade de ensino e pesquisa do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

Da discussão sobre políticas públicas em Ciência e Tecnologia, as pesquisadoras concluíram que, para corrigir a distorção que hoje existe na participação homens/mulheres nas ciências, é necessário, antes de tudo, promover um levantamento completo sobre o tamanho da demanda e o número de bolsas de estudo para pesquisas concedidas às mulheres.

A representante do Ministério da Ciência e Tecnologia, Ivonice Campos, informou que o comitê criado no Ministério, em parceria com a Secretaria da Mulher, receberá todas as informações, dados e conclusões da Conferência, para que sejam definidas ações de apoio ao trabalho científico das mulheres no âmbito de atuação do MCT.

Nilcéia Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, afirmou que a presença das mulheres na ciência não corresponde à importância da atuação feminina em diversos outros setores da sociedade e do papel que elas desempenham na sociedade. A ministra anunciou que, em meados de dezembro, será lançado um plano nacional de políticas públicas para as mulheres, centrado na ampliação da autonomia feminina. De acordo com Nilcéia, num segundo momento, serão pensadas ações específicas para diversos setores da atividade.

A senadora uruguaia Julia Pou recomendou às pesquisadoras deixarem de lado as dificuldades do passado e apostarem no otimismo, na decisão e, sobretudo, na qualificação para construir um futuro promissor. Liliam Alvarez Dias, vice-presidente da Academia do Terceiro Mundo, de Cuba, colocou um desafio: como ser cientista em países subdesenvolvidos e não morrer tentando? Ela disse que um dos grandes problemas enfrentados pelas pesquisadoras é conciliar a vida privada (afazeres, maternidade etc.) e a pública, com a dedicação a ser dada aos estudos.

As cientistas também constataram que a participação das mulheres nas pesquisas vai diminuindo à medida em que o tempo avança: em início de carreira, o número de pesquisadoras é maior; com o avanço da carreira, os homens conseguem melhores postos de trabalho e mais projeção no meio acadêmico. Para Ester Orozco, do Centro de Estudos Avançados do México, isso revela que existe uma discriminação, às vezes tão sutil, que nem é percebida.

Amanhã, a principal mesa redonda da conferência Ciência Mulher 2004 tem como título A biologia feminina: diferenças genético-evolutivas e culturais? O encontro será encerrado na sexta-feira (19), com a conclusão dos debates.
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