A pesquisa com células do cordão umbilical para o tratamento de doenças foi o tema do encontro.
09/11/2004 - 20:00
Estimular o uso e a pesquisa de células do cordão umbilical no tratamento de doenças. Essa foi a pauta da reunião do ministro da Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos, com o doutor Pablo Rubinstein, criador do primeiro banco de sangue de cordão umbilical do mundo, e com a diretora-presidente do Instituto de Pesquisa com Célula-Tronco (IPCT) e professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Patrícia Pranke.
Estudos recentes comprovaram que as células-tronco, contidas no cordão umbilical, são eficientes no combate a doenças hematológicas, como a leucemia. O processo se resume na retirada do sangue do cordão umbilical na hora do parto. Após esse primeiro processo são retiradas as células-tronco e o conteúdo é manipulado.
Segundo Patrícia Pranke, o problema está no armazenamento do material. ?Todos os dias nascem milhares de crianças no Brasil. Podemos utilizar as células do cordão para salvarmos vidas, mas temos que construir um local de armazenamento?, declarou.
A idéia dos pesquisadores é construir um banco público com a ajuda da sociedade, dos empresários e do governo federal. O ministro Eduardo Campos correspondeu às reivindicações dos cientistas e solicitou a realização de um projeto com todos os dados envolvidos na questão.
Eduardo Campos disse que o futuro projeto deve ser desenvolvido em parceria com o Ministério da Saúde, e referindo-se ao pesquisador americano Pablo Rubinstein, ressaltou que "o País agradece a visita de um cientista tão importante".