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08/10/2004 - 17:34
Durante sete dias deste mês, 10 pesquisadores que fazem parte da Rede Temática de Pesquisa em Modelagem Ambiental da Amazônia (Rede Geoma), vinculados ao componente de Uso da Terra e de Ocupação Humana, percorrerão o sul do estado do Pará. A equipe é formada por cientistas do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e de outras instituições parceiras, como o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) ? ambas vinculadas ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) -, além da Universidade Federal Pará (UFPA) e a Embrapa Amazônia Oriental.
A Rede Geoma, programa do MCT, está tornando real um desejo da comunidade científica: acompanhar in loco a dinâmica de desenvolvimento da região amazônica, a maior extensão de floresta tropical no mundo. A pesquisa não pretende apenas inventariar os prejuízos ambientais, mas fazer uma verificação científica, levantando dados precisos e confiáveis sobre a dinâmica de ocupação, no exato momento de sua ocorrência, em uma das áreas mais críticas da fronteira em expansão - processo muitas vezes associado ao trabalho escravo e a outras atividades ilícitas e com as mais altas taxas de desflorestamento.
A equipe de pesquisadores está avaliando em campo as informações obtidas com a análise das imagens mais recentes dos programas PRODES (Monitoramento do Desflorestamento) e do DETER (Detecção do Desflorestamento em Tempo Real), ambos do Inpe. O estudo de campo da Rede Geoma tenta validar as informações obtidas com o uso de alta tecnologia de sensoriamento remoto.
A coordenação dos trabalhos está a cargo dos pesquisadores Roberto Araújo e Ima Vieira (MPEG), Phillip Fearnside (Inpa) e Diógenes Alves (Inpe).
(Com Joice Santos, da Assessoria de Comunicação Social do MPEG)
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