O Brasil importa cerca de US$ 3,2 bilhões todos os anos com serviços, produtos e tecnologias para a indústria do petróleo. Desse total, cerca de US$ 1 bilhão poderiam ser economizados com o investimento em pesquisa e a conseqüente capacitação da indústria nacional para substituir essas importações. Os dados são do secretário-executivo da Rede Brasil de Tecnologia (RBT), Marcelo Lopes, que participa no Rio de Janeiro (RJ), da Rio Oil & Gas 2004, principal evento de petróleo e gás da América Latina.
"Se não nos mobilizarmos, a indústria nacional de petróleo, mesmo com todo o potencial do nosso mercado e os investimentos em pesquisa da Petrobras, continuará importando toda essa tecnologia", diz Marcelo Lopes. Ele espera apresentar na feira as potencialidades de interação entre institutos de pesquisa e empresas proporcionadas pela RBT.
Além de funcionar como um fórum, onde indústrias e centros de pesquisa interagem na solução de problemas apresentados pelas primeiras, a RBT é responsável por dois editais específicos para pesquisa em petróleo e gás. O primeiro, lançado em 2003, reservou R$ 4 milhões para a pesquisa de materiais destinados à substituição de importações. Já este ano, o edital da RBT de Petróleo e Gás destinou R$ 7 milhões para pesquisa.
Lopes participou junto com o secretário de Energia do Rio de Janeiro, Wagner Victer, de encontro hoje com empresários noruegueses. Eles continuaram conversas, iniciadas mês passado na Feira de Petróleo de Stavenger, na Noruega, para o estabelecimento de possíveis parcerias nas áreas de petróleo e gás. A cooperação tecnológica entre os dois países deverá, com a participação da indústria, desenvolver produtos e processos para o setor.
Serviço
A Rio Oil & Gas 2004 acontece de hoje (4) até quinta-feira (7), no Centro de Convenções Riocentro, no Rio de Janeiro. Mais informações nas páginas da Rede Brasil de Tecnologia (https://www.redebrasil.gov.br) e do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (https://www.ibp.org.br)