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Brasil quer ser competitivo na indústria naval
28/09/2004 - 09:01

A Transpetro, responsável pela frota nacional de petroleiros, prepara-se para lançar edital de encomenda de 65 navios a estaleiros nacionais, o que significará a retomada das atividades da indústria naval brasileira. A subsidiária de transportes da Petrobras promoveu, nesta segunda-feira (27), no Rio de Janeiro (RJ), o seminário Desenvolvimento Tecnológico para a Indústria Naval Brasileira.

O encontro teve por objetivo reunir as instituições na área de ciência, tecnologia e inovação que possam contribuir para a organização e implementação de um programa de formação de recursos humanos. Presidido pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos, e pelo presidente da Transpetro, Sérgio Machado, o seminário serviu ainda para definir convênios de cooperação entre o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e a subsidiária da Petrobras.

"Temos certeza que esse segmento será fundamental para firmar o Brasil numa posição de crescimento no cenário internacional. Contem com meu empenho na meta de recuperar essa importante indústria para o País. Temos que mostrar que somos capazes de recuperar o espaço que já tivemos no segmento", afirmou Eduardo Campos. O ministro lembrou que iniciativas como essa e a de construir no País as plataformas marítimas de exploração de petróleo são importantes medidas de incentivo à indústria e à pesquisa nacionais.

No seminário, foi discutido um estudo do Instituto de Economia da Unicamp, financiado pela Finep, agência de fomento do MCT, e concluído em dezembro de 2002, que abordou a indústria naval e sua capacidade competitiva nas principais cadeias integradas do Brasil. Nele, fica claro que o País possui as condições básicas necessárias para desenvolver sua indústria de construção naval. Entretanto, a possibilidade de o Brasil vir a ser competidor internacional importante nesse setor depende de uma reativação competente de estaleiros e seus fornecedores, de forma a explorar vantagens circunstanciais, como o baixo custo da mão-de-obra.

"Temos a consciência bastante clara de que sem tecnologia não conseguiremos gerar um setor de construção naval competitivo", disse Sérgio Machado. Ele apresentou dados que mostram que 95% do comércio internacional brasileiro é transportado via marítima, mas que a participação brasileira nesse mercado ainda é pequena. O caso da Transpetro é elucidativo: dos 110 navios usados pela empresa, apenas 50 pertencem à frota própria.

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