O ministro da Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos, chefiará a delegação brasileira que estará em Viena (Áustria) amanhã (22), para participar da 48ª Conferência Geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Durante o encontro, Eduardo Campos apresentará os avanços do programa nuclear brasileiro, além de abordar assuntos de interesse do País em matéria de cooperação com a AIEA para os usos pacíficos da energia nuclear.
Um assunto que ocupará lugar de destaque na Conferência de Viena será a questão da geração de energia de fonte nuclear. O aumento da demanda energética por parte dos setores produtivos nacionais e a necessidade de estimular o projeto de governo para inclusão social, requer a busca de alternativas à energia gerada por hidrelétricas, hoje a principal fonte energética do Brasil.
Em Viena, o ministro terá ainda encontro com o diretor geral da AIEA, Mohamed Elbaradei, e com representantes de empresas que atuam no setor nuclear.
A Conferência reúne anualmente 137 estados-membros da AIEA, entre eles o Brasil, que também é membro fundador da Agência.
AIEA
A Agência Internacional de Energia Atômica foi fundada em 1957 com o objetivo de promover a cooperação internacional nos usos pacíficos da energia nuclear e garantir, por meio da aplicação de salvaguardas, que os materiais nucleares sob supervisão da AIEA não fossem desviados para a produção de armamentos.
A atuação da Agência pode ser dividida em três campos. No campo da cooperação técnica, além de promover reuniões e conferências, desenvolve projetos para aplicação da energia nuclear na medicina, indústria e meio ambiente. Na área de segurança nuclear, a AIEA atua na negociação de acordos e convenções sobre o assunto - de cumprimento obrigatório pelos signatários. E, no campo das salvaguardas, a AIEA negocia e implementa acordos com países-membros, pelos quais o material nuclear utilizado pelo país (todo o material nuclear no caso dos acordos de salvaguardas abrangentes) fica submetido ao sistema de salvaguardas da Agência.