Os pesquisadores brasileiros responsáveis pelos projetos no âmbito do Centro Internacional de Engenharia Genética e Biotecnologia (CIEGB) se reuniram nesta semana em Brasília para avaliar os resultados de 16 projetos nas duas áreas. A coordenação de Biotecnologia e Saúde do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) reuniu pesquisadores, especialistas, técnicos e consultores para a troca de informações.
"O objetivo deste encontro foi ouvir a comunidade científica sobre esta parceria e saber se todos os serviços oferecidos estão sendo utilizados. O CIEGB não financia só projetos, mas também apóia cursos de curta duração, eventos na área e realiza transferência de tecnologia", avaliou Paulo Péret, coordenador de Biotecnologia do MCT.
Segundo o assessor técnico da coordenação de Biotecnologia do MCT, Márcio Rojas, os pesquisadores revelaram que a participação brasileira tem sido extremamente importante tanto para a formação de recursos humanos quanto para desenvolvimento de estudos. "Houve treinamento e formação de mestres e doutores, e muitos dos artigos científicos publicados tiveram impacto importante servindo de base para outros trabalhos científicos", avaliou Rojas.
As pesquisas foram principalmente nas áreas de agricultura, saúde humana e animal. Entre eles, estão o melhoramento nutricional de raiz de mandioca, controle biológico da lagarta da soja e estudo do ciclo celular para controle do câncer. Atualmente, as instituições que participam são a Embrapa, a Universidade de São Paulo e a Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Histórico CIEGB
Em 1981, a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial realizou uma reunião com cientistas atuantes na área de biologia molecular para discutir estratégias e mecanismos destinados à disseminação dos conhecimentos das técnicas avançadas da engenharia genética nos países em desenvolvimento. A partir desta decisão foi criado em 1983, no âmbito das Nações Unidas, o Centro Internacional de Engenharia Genética e Biotecnologia. Atualmente é uma organização autônoma e tem a participação de 51 países. O Brasil ingressou no grupo em 1986.