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Furlan e Eduardo Campos instalam Fórum de Biotecnologia
14/09/2004 - 08:57

Os ministros Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento, Indústria e Comércio), Eduardo Campos (Ciência e Tecnologia), e o secretário executivo do Ministério da Agricultura, José Amauri Dimarzio, instalam hoje (14) o Fórum de Competitividade da Cadeia de Biotecnologia. O setor é uma das prioridades da nova Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior do governo federal.

O Fórum reunirá representantes da área privada, dos trabalhadores e do governo para discutir o desenvolvimento do setor, com objetivo de estruturar uma Política Industrial de Biotecnologia, com foco no desenvolvimento de novos produtos, processos e formas de uso. Algumas metas do Fórum são o estímulo ao aumento da capacitação para inovação na indústria, inserção externa e expansão das exportações, valorização dos recursos brasileiros, além da distribuição regional do desenvolvimento.

Atualmente, o Brasil é o segundo maior contribuinte de seqüências de genes humanos em bancos de dados internacionais, segundo a Associação Brasileira de Empresas de Biotecnologia (Abrabi), e avança rapidamente na identificação de genes responsáveis por doenças que comprometem a produção de laranja e cana-de-açúcar. Também está em curso a análise funcional de genes, com o objetivo de aumentar a produtividade da indústria de papel e celulose e a produção bovina.

Pesquisas
As pesquisas com organismos geneticamente modificados (OGMs), como o algodão imune a insetos, o feijão resistente a vírus ou a soja tolerante a herbicidas, por exemplo, estão bastante adiantadas também. O Brasil também está apto a desenvolver produtos para tratar doenças tropicais, geralmente negligenciadas pelos grandes laboratórios farmacêuticos, como a vacina contra a leishmaniose e a vacina Tetravalente.

Em 2001, segundo pesquisa da Fundação Biominas, o Brasil tinha 354 empresas de biotecnologia com um faturamento estimado entre R$ 5,4 bilhões e R$ 9 bilhões, valor correspondente, aproximadamente, entre 0,9% e 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Na mesma pesquisa, foram analisadas 50 dessas empresas, sendo cerca de 80% classificadas como micro e pequenas empresas, em operação há menos de sete anos.

Biotecnologia
A Biotecnologia se insere nos vários segmentos das cadeias produtivas, podendo contribuir para a modernização do setor produtivo nacional, ampliando e fortalecendo a capacidade de inovação das empresas.

Para desenvolver a Biotecnologia no Brasil será preciso construir um ambiente favorável, baseado em alguns fatores, como: estímulo ao capital de risco; desenvolvimento do mercado de capitais com atenção às empresas de base tecnológica, notadamente as de capital nacional; financiamentos públicos; alíquotas diferenciadas na importação realizada por empresas de base tecnológica, considerando seu porte, tempo de maturação e capacidade de sustentação de custos operacionais; ampliação das políticas implementadas com recursos dos fundos setoriais e de programas; marco legal regulatório claro e objetivo, com a definição de regras simples e facilitadoras, que permitam viabilizar a pesquisa, produção e mercado; ampliação da capacidade científica e tecnológica; e construção de uma agenda de prioridades nacionais.

Serviço
Cerimônia de instalação do Fórum de Competitividade da Cadeia de Biotecnologia
Local: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior - Esplanada dos Ministérios
Horário: 10h30

Assessoria de Comunicação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio

Esplanada dos Ministérios, Bloco E,
CEP: 70067-900, Brasília, DF Telefone: (61) 2033-7500
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