As constelações indígenas - Homem Velho, Ema, Anta e Veado - reúnem muito mais astros do que as consagradas pela astronomia tradicional. Por incrível que pareça, a leitura do céu realizada pelos índios brasileiros é mais sofisticada do que a da ciência moderna, pois, além de estrelas, eles unem as manchas claras e escuras da Via Láctea para formar as constelações. Essa constatação do professor Germano Bruno Affonso, que há mais de dez anos estuda a astronomia indígena brasileira, é apenas uma das revelações guardadas para o público do Ciência às Seis e Meia, evento promovido pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), agência de fomento do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).
Na palestra, o físico promete mostrar qual a visão indígena da astronomia e como ela pode ser útil para o avanço do conhecimento ocidental. "Apresentarei as principais constelações indígenas e mostrarei como os índios as utilizam para determinar os pontos cardeais e as estações do ano. Ainda explicarei como surgiram alguns mitos astronômicos indígenas, como o do eclipse lunar", afirma o professor da Universidade Federal do Paraná.
A palestra Astronomia Indígena Brasileira acontece hoje (8), a partir das 18h30, no Espaço Cultural Finep (Praia do Flamengo, 200, pilotis, Rio de Janeiro). A entrada é franca.