A delegação do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) presente à Expo Brasil-China em Beijing (Pequim) visitou nesta quarta-feira (1º) o Instituto de Física Aplicada e Matemática Computacional daquele país. De acordo com o vice-diretor do Laboratório de Física Computacional chinês, Yu Xijiun, atualmente a China dispõe de mais recursos para estudo de pesquisas básicas e aplicadas. Para se ter uma idéia, o instituto, fundado em 1958, possui 400 cientistas, e aproximadamente 100 professores. Para aprimorar a cooperação internacional, o instituto recebe em média 200 visitantes estrangeiros por ano.
Segundo Xijiun, o instituto chinês reúne as funções do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) e do Laboratório Nacional de Computação Gráfica (LNCC), com os quais os acordos de cooperação já estão avançados. "O fenômemo físico realiza o modelo matemático até chegar à computação gráfica, por isso as funções estão reunidas em um único instituto", explicou Yu Xijiun.
Para o diretor de produção de combustível nuclear das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), estatal vinculada ao MCT, Samuel Fayade, fortalecer a confiança entre os dois países é o primeiro passo para o intercâmbio do conhecimento.
Essa troca, principalmente na área de tecnologia da informação - responsável pela fabricação de softwares -, foi o centro do debate entre a delegação brasileira e o representante chinês. "Hoje em dia, a ciência não pode ficar apenas na sua casa, é preciso cooperação", disse Yu Xijiun.