Disseminar no Brasil a cultura de investimento em ações. Esse é o objetivo do Instituto Nacional de Investidores (INI), lançado oficialmente no dia 25 de agosto. A idéia é oferecer aos brasileiros um programa permanente de educação e orientação sobre como investir no mercado de ações. "Queremos desmistificar a crença de que a bolsa de valores é assunto para especialista", afirma Théo Rodrigues, diretor geral do Instituto. Entre os membros fundadores estão instituições como a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), agência de fomento do Ministério da Ciência e Tecnologia, Bovespa, Petrobras e BNDES.
"Além do apoio financeiro para a criação do INI, contamos com a colaboração da Finep na divulgação de nosso projeto, seja entre seus próprios funcionários, seja na rede de influência da empresa", declarou Théo Rodrigues.
Voltado a todos os níveis de renda, o INI busca incentivar as pessoas a direcionarem suas poupanças para a bolsa de valores, com ênfase na formação de clubes de investimentos. Para isso, desenvolve um extenso e permanente programa educacional, que consiste em ensinar os princípios fundamentais de investimento em ações, análise e seleção de empresas, além da administração dos recursos a longo prazo.
Os interessados devem se associar através do site do INI. O valor da anuidade varia entre R$ 120 e R$ 150, de acordo com o pacote de facilidades escolhido. Ao se inscreverem, os associados têm acesso imediato ao material didático do instituto, composto por livros, software de análise de ações e tabela de informações sobre empresas. Além disso, é possível tirar dúvidas com orientadores virtuais e participar de chats com outros investidores.
Antes mesmo do lançamento oficial, o Instituto já contava com 104 associados. Segundo projeção do superintendente da Bolsa de Valores de São Paulo, Gilberto Mifano, o INI deve atingir em 2006 a meta de cerca de 6.000 inscritos.
O Instituto é inspirado no National Association of Investors Corporation (Naic), entidade norte-americana que conta com cerca de 300 mil associados distribuídos em 26 mil clubes de investimentos, já tendo ensinado mais de 5 milhões de americanos a investir em ações.