Os ases dos jogos eletrônicos podem transformar a diversão em pesquisa e bons lucros. Foi lançado na semana passada o Concurso de Jogos Eletrônicos Brasileiros, uma iniciativa do Ministério da Cultura, em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), agência de fomento do Ministério de Ciência e Tecnologia, e com o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI). O concurso terá duas etapas: na primeira, será realizada a seleção de idéias originais de jogos brasileiros; na segunda, será implementado o fomento ao desenvolvimento de projetos. Cada projeto aprovado na segunda etapa receberá R$ 30 mil.
A Finep, que já possui experiência no apoio ao setor, colaborou com o Ministério da Cultura para a formatação do concurso. "Além disso, também estamos dando sugestões para sua implementação e iremos participar da banca de avaliação", conta Alexandre Moura Cabral, analista de projetos da Finep.
Ele ressalta que a Finep vem apoiando de forma pioneira o desenvolvimento de jogos eletrônicos desde 2002, por meio do financiamento a empresas e a projetos acadêmicos. "Ampliar esses arranjos, solidificá-los e facilitar a entrada de novas empresas, tanto por meio do compartilhamento de tecnologias quanto pelo apoio à construção de ferramentas livres para o desenvolvimento de jogos é, sem dúvida, um dos melhores caminhos para inserirmos as empresas brasileiras numa das atividades mais lucrativas do século 21: o mercado de visualização, que envolve a convergência de mídias e conteúdos, como cinema, televisão, telefonia e internet", diz Cabral.
Segundo o Ministério da Cultura, a produção brasileira de jogos eletrônicos está começando a conquistar mercado. Um exemplo é a contratação de profissionais brasileiros por empresas estrangeiras para a criação de jogos e até para para telefones celulares. Ainda de acordo com o Ministério, o rendimento da indústria dos Estados Unidos no setor foi de US$ 5,3 bilhões em 1997, enquanto as vendas mundiais alcançaram US$ 10 bilhões no mesmo ano.