"Estamos no início de um novo momento, a Nuclep é um símbolo do Brasil, e sua recuperação significa a retomada do desenvolvimento em bases sustentáveis. Cabe a nós aproveitarmos esta oportunidade, contribuindo, também, para a recuperação da economia do Rio de Janeiro", afirmou na última sexta-feira (20) o ministro da Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos, em visita à fábrica em Itajaí (RJ), que acaba de firmar um contrato para fabricação do casco da plataforma de petróleo P-51, da Petrobras.
A Nuclep ? Nuclebras Equipamentos Pesados S/A, empresa vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), enfrentava, há mais de 10 anos, sérios problemas em consequência da falta de encomendas. Construída para fabricar componentes pesados para a indústria nuclear, a indústria tem capacidade para produzir equipamentos para empresas das áreas de petroquímica, siderurgia, cimento, transporte, mineração e petróleo.
Eduardo Campos descerrou a placa que marca o reinício da produção e, diante de diretores, técnicos e operários, assegurou seu apoio ao desafio de soerguer a empresa, pedindo o empenho de todos: "vamos ser parceiros nessa tarefa, quero que vocês, no chão da fábrica, se sintam responsáveis pelo êxito que tivemos agora na negociação deste contrato e também no futuro com a realização de todo um trabalho que temos pela frente".
O contrato assinado entre a Nuclep e a Fels Setal - empresa coreana responsável pela construção de toda a plataforma ? é de R$ 31 milhões e prevê a entrega do casco em 23 meses. Dentro de três meses a Nuclep dá início ao processo de fabricação, contratando cerca de 1.200 novos empregados.
O presidente da empresa, Jaime Cardoso, classificou o atual momento de "desafio histórico" e disse que só a união de todos tornou possível a assinatura do contrato: "vamos mostrar à sociedade que somos competentes, que temos capacidade para superar problemas, garantir empregos e o sucesso da obra".