Dois projetos de cooperação internacional do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) foram avaliados por representantes de universidades federais, centros de pesquisa e do MCT, nos últimos três dias. Os projetos - o Max Planck e o Smithsonian - são parcerias estabelecidas pela instituição para a formação de recursos humanos e para a produção de conhecimento científico sobre a Amazônia.
Foram analisados os resultados obtidos e as contribuições para o desenvolvimento da pesquisa no Brasil e para as populações da Amazônia. Para isso, adotaram quatro critérios: o físico-operacional, administração, recursos humanos e o de inclusão social.
Para o coordenador das Unidades de Pesquisa do MCT, Carlos Oiti, o principal ponto analisado pelo Ministério é a formação de recursos humanos e a divulgação das informações científicas. Outro ponto importante destacado é o instrumental, ou seja, aquisição de equipamentos modernos e o intercâmbio com pesquisadores de outros países. "O objetivo é aprimorar a sistemática de cooperação internacional para troca de experiências e assim oportunizar intercâmbios de recursos humanos, porque quem conhece a Amazônia é quem mora na região", afirmou.
Para o diretor substituto do Inpa, Edinaldo Nelson dos Santos Silva, essa avaliação pela qual a instituição passou permite uma transparência maior para a sociedade sobre o que é realizado pelo centro de pesquisa, em parceria com instituições financeiras. "O objetivo é mostrar à sociedade o que estamos fazendo aqui dentro", afirmou.
No ano passado, outros dois grandes convênios de intercâmbio internacional da instituição também foram avaliados, o LBA (Experimento de Grande escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia) e o Jaica (Projeto de parceria entre o Brasil e o Japão). A intenção é de se traçar novas metas, adequando os rumos para a pesquisa às necessidades do País.