O vice-ministro da Indústria, Ciência e Tecnologia da Rússia, Andrei Sergueevitch Kuliaguin, proferiu na manhã de hoje (19) a palestra "A Situação atual da Ciência e Tecnologia na Rússia e Perspectivas para o Futuro", no auditório do Ministério da Ciência e Tecnologia. Carlos Azevedo, secretário executivo adjunto, iniciou a apresentação e ressaltou que "a colaboração entre Brasil e Rússia tem vários desdobramentos e é intenção do atual governo acelerar essa cooperação para aumentar a transferência de tecnologia e conhecimento entre os dois países".
A palestra foi dividida em duas partes. Primeiro foi desenhado um quadro de como está a ciência na Rússia e quais os processos que estão ocorrendo. Depois foram tratados os trabalhos e linhas de ação de cooperação com o Brasil.
Segundo Andrei Kuliaguin, um dos principais problemas da pesquisa russa é a questão de financiamento.
O país passa por um momento de adaptação econômica, depois de deixar o socialismo e adotar a economia de mercado. O governo financiava 90% da pesquisa, hoje a participação estatal é de 30% e os pesquisadores dos 4.300 centros de ciência e tecnologia podem buscar recursos em uma das 10 instituições de financiamento independentes do governo. O esforço é colocar a pesquisa junto ao mercado.
Em relação aos trabalhos com o Brasil, o vice-ministro ressaltou a importância da cooperação internacional e deu como exemplo o Instituto de Pesquisa Nuclear da Rússia, que conta com 28 países participantes. "O Brasil tem um grande potencial que ainda não exploramos totalmente. Os dois países têm prioridades coincidentes como biotecnologia, nanotecnologia entre outras áreas. É importante traçar um planejamento de cooperação que tenha foco nessas prioridades", declarou Kuliaguin.
O vice-ministro está no Brasil com uma delegação de 12 empresários e outras autoridades russas. A delegação também visitou São José dos Campos (SP) e conheceu no dia 17 o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), unidade de pesquisa do MCT.